Marília Martins alerta sobre abordagens em unidades de saúde e pede respeito a servidores

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28 de abril de 2026

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Durante a 13ª Sessão Ordinária de 2026, realizada nesta terça-feira, 28 de abril, às 9h, a vereadora Marília Martins (PSOL) utilizou a tribuna para tratar de abordagens feitas a servidores durante ações de fiscalização, além de problemas estruturais e de atendimento em unidades de saúde do município.

Fiscalização na saúde 

O primeiro ponto apresentado pela vereadora foi a forma como alguns agentes políticos abordam servidores durante o exercício da fiscalização.

Segundo Marília, determinadas condutas constrangem profissionais que estão em serviço, incluindo “pessoas que muitas vezes nem são responsáveis pelo caos da situação”.

Ao comentar o tema, a vereadora afirmou que algumas ações ganham maior visibilidade em ano eleitoral e classificou esse tipo de postura como oportunismo político.

“Em ano eleitoral, essas vitrines vão ganhando uma roupagem antissistêmica quando, na verdade, a gente consegue identificar que a única coisa antissistêmica que tem é a ajuda que nunca chega.”

Responsabilidade na gestão da saúde  

Marília também afirmou que parte das demandas discutidas na área da saúde, como cirurgias e internações, é de responsabilidade do Estado, e não do Município.

Ainda assim, mencionou problemas observados na rede municipal, como ausência de atendimento em UBSs às sextas-feiras e demora nos atendimentos.

Acolhimento unidades 

Na sequência, a vereadora tratou da estrutura das unidades de pronto atendimento. Segundo ela, pacientes permanecem internados em locais que não foram planejados para esse tipo de acolhimento prolongado.

“No Pronto Socorro, nas UPAs, as pessoas ficam internadas nesses lugares que não são feitos para abrigar e acolher pessoas por mais de 12 horas.”

Marília citou precariedades estruturais, como a existência de apenas um banheiro e um chuveiro por ala. Ela também comentou a alimentação oferecida aos pacientes.

Segundo a vereadora, nas UPAs são servidas duas refeições, enquanto no Pronto-socorro Álvaro Azzuz os pacientes também recebem café da manhã e café da tarde.

“Mas, na UPA, se o paciente recebe café da manhã, café da tarde ou outro tipo de acolhida, é graças aos funcionários que, muitas vezes, se juntam solidariamente e fornecem o seu próprio alimento para que os pacientes não fiquem ali perecendo.”

Assédio e desacato 

A vereadora afirmou que abordagens agressivas expõem servidores, pacientes hospitalizados e familiares, usando a situação para “fazer espetáculo para as pessoas”.

Ela também comparou esse tipo de conduta a situações em que munícipes se dirigem a parlamentares, casos que, segundo ela, poderiam ser interpretados como desacato ou assédio.

Nesse sentido, Marília sugeriu que as demandas relacionadas a cirurgias, internações e outros temas de competência estadual sejam direcionadas ao governo do Estado, e não aos funcionários que atuam nas unidades.

A vereadora também reconheceu que há problemas em alguns atendimentos prestados por servidores da saúde, mas ponderou que muitos profissionais estão sobrecarregados.

“Quando vocês passarem por essa situação, lembrem-se o tanto que esses profissionais foram considerados heróis na época da pandemia, agora estão sendo sobrecarregados.”


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