Falta de planejamento ao longo das décadas levou ao caos na saúde, diz Fransérgio Garcia

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28 de abril de 2026

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O presidente da Câmara Municipal de Franca, vereador Fransérgio Garcia (PL), utilizou a Tribuna na manhã desta terça-feira (28), durante a 13ª Sessão Ordinária, para abordar questões relacionadas à saúde pública e rebater críticas feitas ao Governo do Estado.

Reflexo de falta de planejamento

Ao iniciar sua fala, o parlamentar destacou a necessidade de analisar o histórico da estrutura de saúde do município, especialmente no que se refere aos atendimentos de média e alta complexidade.

Segundo ele, a realidade atual é reflexo de décadas de falta de planejamento.

“Precisamos olhar para o passado, porque quando a gente fala de alta e média complexidade na saúde, e não estou aqui para defender ninguém, nem fazendo política, temos que entender e já falei isso na Câmara: tenho 48 anos e, desde quando eu era criança, a nossa estrutura física é quase a mesma, ou seja, a Santa Casa de Franca”, afirmou.

Alta de demanda e estrutura física

Fransérgio ressaltou que o crescimento populacional não foi acompanhado pela ampliação da estrutura de atendimento. Ele lembrou que a cidade praticamente dobrou de tamanho nas últimas décadas, o que aumentou significativamente a demanda por serviços de saúde.

“Era necessário que tivesse lá atrás um planejamento de que a população de Franca iria dobrar. Há 40 anos, Franca tinha pouco mais de 200 mil habitantes, talvez até menos, e hoje temos quase 400 mil habitantes, com uma região que chega a quase 800 mil pessoas, e a nossa estrutura é quase a mesma”, pontuou.

Problema histórico

O presidente do Legislativo também rebateu críticas direcionadas especificamente à atual gestão estadual, liderada pelo governador Tarcísio de Freitas, classificando a situação como um problema histórico.

“Não estou aqui para defender ninguém, mas precisamos deixar o viés político de lado”, disse.

Ele reforçou que a crise enfrentada hoje na saúde é resultado de uma ausência prolongada de planejamento público.

“Vamos esquecer a política. A média e alta complexidade que vivemos, o caos hoje, é culpa de uma falta de planejamento de décadas e por isso estamos passando por esse cenário”, afirmou.

Responsabilidade compartilhada

Fransérgio ainda destacou a complexidade da ampliação de leitos hospitalares, enfatizando que a responsabilidade envolve diferentes esferas de governo seja Município, Estado e União.

“Abrir novos leitos significa abrir novas vagas para esses leitos, e para isso é necessário investimento físico, profissional e material”, explicou.

Por fim, o vereador comentou sobre o papel do Estado na rede de saúde, ressaltando que sua responsabilidade está na contratação de serviços e não diretamente na gestão de unidades filantrópicas.

“O Governo Estadual não tem obrigação de investir em um hospital que é uma fundação, ele tem a responsabilidade de comprar essas vagas. O que é responsabilidade do Estado está sendo feito, que é a construção de um hospital, que será custeado pelo Estado”, concluiu.


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